Nota do Serviço Pastoral dos Migrantes em Solidariedade à Igreja em Roraima e de repudio a qualquer tipo de preconceito e xenofobia aos seres humanos

Nota do Serviço Pastoral dos MIgrantes em Solidariedade à Igreja em Roraima e de repudio a qualquer tipo de preconceito e xenofobia aos seres humanosNota do Serviço Pastoral dos Migrantes em Solidariedade à Igreja em Roraima e de repudio a qualquer tipo de preconceito e xenofobia aos seres humanos

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Carta do Fórum Nacional das Pastorais Sociais, Setor da Mobilidade Humana e Organismos

Brasília-DF, 03 de agosto de 2018
AST – Nº. 0410/18

Carta do Fórum Nacional das Pastorais Sociais, Setor da Mobilidade Humana e Organismos

“A verdade e o amor se encontrarão, justiça e paz se abraçarão” Salmo 85, 11

As Coordenações Nacionais e Articulações Regionais das Pastorais Sociais e Organismos, o Setor da Mobilidade Humana, os Bispos referenciais regionais e nacionais e os Bispos da Comissão Episcopal Pastoral para Ação Social Transformadora da CNBB, reunidos no Fórum Nacional, durante os dias de 31 de julho a 3 de agosto de 2018, no Centro Cultural de Brasília, para refletir sobre o momento atual, partilhar a caminhada à luz do magistério da Igreja e identificar desafios para ação. E neste sentido, manifestamos nossa preocupação com o agravamento da situação social do Brasil.
São gritos que escutamos: desemprego de mais de 13 milhões de trabalhadores e trabalhadoras; volta do Brasil ao mapa da fome; precarização das relações trabalhistas; ampliação de pessoas em situação de rua; aumento das violências, vitimando principalmente jovens negros e mulheres, e assassinatos nas áreas urbanas e rurais; desrespeito aos direitos e territórios dos povos originários e comunidades tradicionais; vulnerabilidade de migrantes e de refugiados; transferência de quase metade das receitas federais para rolagem da dívida pública; destruição dos biomas e contaminação das águas, provocadas pelo agronegócio e pela mineração legal e ilegal; falta de atendimento às necessidades básicas na saúde, educação, assistência social, habitação, mobilidade, segurança pública, entre outras. Todos estes gritos são ataques à vida, diante dos quais não podemos calar!
O clamor dos pobres e marginalizados chega aos céus. Isso exige que nós não nos calemos diante das injustiças, e nos unamos em orações e em ações que enfrentem essas situações de morte para anunciar a esperança que aponta para o resgate da democracia com efetiva participação do povo.
A luta legítima contra a corrupção tem sido instrumentalizada para interromper o acesso dos empobrecidos aos seus direitos constitucionais. É inaceitável que esferas do Poder Judiciário atuem de forma parcial, perseguindo setores da política brasileira, criminalizando a participação nas lutas e nos movimentos sociais, promovendo prisões políticas e expressando uma “politização da justiça”. Repudiamos a atuação do Congresso Nacional brasileiro quando, fechado aos anseios populares e de suas organizações, aprovou legislações que impõem perda dos direitos trabalhistas e sociais e, quando não consegue se resolver, recorre ao judiciário, “judicializando a política”. Ficamos indignados e indignadas com as ações do Executivo Federal que diuturnamente toma iniciativas para favorecer os poderosos do país e se aliou aos donos do dinheiro internacional, para privatizar estatais, como Petrobrás e Eletrobrás, e entregar as riquezas nacionais como o Pré-Sal, a Base de Alcântara, além de imensos territórios na Amazônia e no Cerrado.
O Papa Francisco nos incentiva a sermos “Igreja em saída”, comprometidos com a Ecologia Integral, e a CNBB, por meio do Ano Nacional do Laicato, nos convoca a reafirmar a importância da política. É por meio dela que se pode promover o bem comum. Sabemos que política se faz no cotidiano, mas neste ano eleitoral, precisamos ter um papel mais ativo, enquanto mulheres e homens cristãos. Por isso, chamamos as pessoas de boa vontade a denunciarem e a não votarem nos deputados federais e senadores que foram a favor da PEC da Morte (congelamento por 20 anos dos investimentos em políticas públicas, Emenda Constitucional nº 95/2016), à Terceirização e à Reforma Trabalhista. Também não podemos apoiar ou votar em candidatos que ataquem os Direitos Humanos e defendam o “uso das armas” como solução para os problemas sociais. É preciso esclarecer sobre a importância e responsabilidade com o voto, que é dever, mas também direito conquistado. Lembremos que abstenções, votos nulos ou brancos, mesmo em grande quantidade, não cancelam o resultado das eleições.
As eleições são uma oportunidade para que os cristãos leigos e leigas possam promover debates e apoiar candidaturas que nasçam das comunidades, com uma trajetória de compromisso com as lutas por direitos do povo, que tenham propostas que apontem para a inclusão social dos mais pobres e excluídos; priorizem a defesa da vida humana, em todas as suas etapas, e da mãe-natureza; lutem pela igualdade de direitos entre homens e mulheres; defendam os direitos humanos, principalmente das crianças, dos adolescentes, dos jovens, das pessoas idosas e dos encarcerados; lutem pelo reconhecimento dos territórios dos Povos Indígenas, quilombolas, ciganos e comunidades tradicionais; tenham compromisso com a Reforma Agrária, habitação popular e com os direitos dos trabalhadores e trabalhadoras.
Temos esperança que podemos resgatar a democracia nestas eleições, mobilizando para auditoria da dívida pública e firmando também o trabalho de base, para o qual nos motiva o Sínodo para Amazônia. Percebemos ainda que, mesmo com a manipulação das informações pela mídia brasileira e pelas “fake-news” (notícias falsas) circulando nas redes sociais, a população brasileira demonstra sua opinião livre, reconhecendo as trajetórias de lutas e compromissos com a vida do povo.
Que nossa Mãe Aparecida interceda junto à Trindade Santa, pelo povo brasileiro, para que possamos resgatar a democracia, vencer a tentação da intolerância e dialogar sempre para anunciar o Reino de Deus, sendo “sal da terra e luz do mundo”.
Brasília (DF), 3 de agosto de 2018.

Dom Guilherme Antônio Werlang, MSF
Bispo de Lages/SC
Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Social Transformadora/CNBB

Carta do Fórum das Pastorais Sociais

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Fórum Nacional das Pastorais Sociais, Setor da Mobilidade Humana e Organismos Nota de Solidariedade à Igreja em Roraima e de repúdio à intolerância e à xenofobia

Brasília-DF, 03 de agosto de 2018
AST – Nº. 0411/18

Fórum Nacional das Pastorais Sociais, Setor da Mobilidade Humana e Organismos

Nota de Solidariedade à Igreja em Roraima e de repúdio à intolerância e à xenofobia

As Coordenações Nacionais e Articulações Regionais das Pastorais Sociais, Setor da Mobilidade Humana, Organismos, os Bispos referenciais regionais e nacionais, e os Bispos da Comissão Episcopal Pastoral para Ação Social Transformadora da CNBB, reunidos no Fórum Nacional, durante os dias de 31 de julho a 3 de agosto de 2018, no Centro Cultural de Brasília, para refletir sobre o momento atual, partilhar a caminhada, à luz do magistério da Igreja e identificar desafios para ação, manifestamos nossa solidariedade com as pessoas e instituições que na Diocese de Roraima estão sendo ameaçadas e desrespeitadas por defenderem a vida e dignidade dos migrantes e refugiados venezuelanos e venezuelanas, que todos os dias chegam à cidade de Boa Vista e região.
Informamos que desde o início do atual fluxo migratório, em 2015, a Diocese vem trabalhando arduamente para amenizar o sofrimento de tantas pessoas que chegam ao Brasil, por Roraima, desde Pacaraima, porta de entrada dos imigrantes. Um conjunto de pastorais e centros especializados, dentre eles o Serviço Jesuíta a Migrantes e Refugiados-SJMR, vem oferecendo serviços de acolhida, ajuda humanitária, orientação jurídica, documentação e assessoria para a inserção social.
Pessoas que de má fé divulgaram recentemente um vídeo nas redes sociais, manipulando e descontextualizando seu conteúdo e incentivando o ódio e a xenofobia. Fruto disso, agentes de pastoral e colaboradores já estão recebendo ameaças através das redes sociais e nas imediações de seus lugares de trabalho e residência.
Acolher, proteger, promover e integrar, são os verbos utilizados pelo Papa Francisco para se referir às ações junto a refugiados e migrantes. Neste sentido, denunciamos as tentativas de intimidação à ação da Igreja em Roraima. E repudiamos quaisquer ameaças, manipulações, incitações à violência e à intolerância, difamações e insinuações feitas contra Paróquias, Pastorais, Movimentos e Serviços, bem como contra os agentes de pastoral e colaboradores que atuam na acolhida, defesa e promoção dos direitos dos migrantes no Estado de Roraima.
Nesta compreensão que o Papa nos aponta, manifestamos nossa solidariedade e apoio a todas as ações da Igreja que visam garantir vida digna a refugiados e migrantes.
Brasília (DF), 3 de agosto de2018.

Dom Guilherme Antônio Werlang, MSF
Bispo de Lages/SC
Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Social Transformadora/CNBB

Nota de Solidariedade à Igreja de Roraima-1

Nota de Solidariedade à Igreja de Roraima

 

 

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DOIS PERSONAGENS E UMA FARSA

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Os personagens são Donald Trump e Vladimir Putin, respectivamente presidente dos Estados Unidos e da Rússia. A farsa foi o encontro dos dois na segunda-feira, 16 de julho/2018, em Helsinque, capital da Finlândia. Ambos fizeram de conta que o encontro dizia respeito aos problemas entre as duas potências, e o mundo fez de conta que acreditava na versão, nas fotos oficiais e nas imagens oficias. No fundo, porém, todos sabiam que havia algo de carnavalesco nessa estranha cúpula a dois. Interesses ocultos e bem mais subterrâneos estavam em jogo!

Na coletiva de imprensa que seguiu o encontro, Trump contradisse as agências de inteligência americana, negando que a Rússia tivesse interferido no processo eleitoral de 2016, que acabaria por levá-lo à presidência. Além disso, convidou o líder russo a visitar Washington. Quanto a Putin afirmou haver nessa última cidade “forças que levianamente estão dispostas a sacrificar as relações russo-americanas por causa das suas ambições na luta política interna”. Um dia depois, na terça-feira, em outra coletiva de imprensa, Trump diz ter total “crença e apoio” nas as agência americanas. Uma vez mais, o véu das aparências mal conseguia esconder algo de mais relevante.

O que concluir de tuddo isso? Terminou a guerra-fria? Não terminou a guerra-fria? Talvez o mais correto seja verificar como a guerra-fria político-edeológica, que caracterizou os anos do pós guerra, vem se convertendo numa espécie de nova guerra-fria, mas desta vez de natureza comercial e com forte peso nas relações econômicas internacionais. Mas não mudou apenas o caráter e o conteúdo da guerra-fria; mudaram também, e sobretudo, seus principais antagonistas. Em lugar de Estados Unidos de um lado e Rússia de outro, agora, deste outro lado, temos a poderosa China. Daí as tentativas de Trump no sentido de isolar a União Europeia, a Inglaterra e a Rússia nas relações com o gigante amarelo. A elevação das tarifas faz parte da guerra. Sem esquecer que Trump pousa como candidatíssimo republicano para as eleições de 2020.

Estudos apontam para um deslocamento do epicentro econômico planetário, hoje fortemente globalizado numa rede internacional. Sinais e tendências indicam uma virada histórica, no sentido do ocidente para o oriente, do oeste para o leste. Resulta que, em termos econômicos, enquanto o império norte-americano estaria caminhando para o outouno, o império chinês estaria se agigantando e se aproximando cada vez mais da primavera. O primeiro declina lenta mas inexoravelmente, o segundo ascende lenta mas silenciosamente. Basta constatar os progressivos investimentos chineses na América Latina, na África, na Europa e nos países asiáticos. Os impérios começam estendendo suas raízes em todas as direções, fortalecendo desse modo o alicerce para a gigantesca construção. Evidente que um acontecimento dessa magnitude, querendo ou não, envolve os satélites de ambos os protagonistas. Quando as estrelas caem ou se apagam, e quando sobem ou se acendem, influenciam os planetas ao seu redor.

Guerra comercial é sinônimo de protecionismo nacionalista. As autoridades governamentais de cada país passam a tomar medidas mais rígidas, às vezes drásticas, para proteger os produtores e os trabalhadores nacionais, em detrimento do volume de importações mantido anté então. Erguem-se barreiras não somente aos imigrantes, mas também às mercadorias que podem ser produzidas no próprio território. Entra em cena, em nível internacional, um redimensionamento da produção, comercialização e consumo de massa. Acirra-se a concorrência, a competição e a disputa por matérias primas mais acessíveis e a bom preço, pelas fatias mais rentáveis do mercado global, ao lado de um forte incentivo ao consumo interno.

Verifica-se, além disso, um reforçamento das forças de direita, conservadoras e até retrógradas. Diante das crises, a pressão popular costuma aclamar (e eleger) homens/mulheres fortes para tomar as rédeas do poder. Uma espécie de messianismo, por uma parte, e um salvador da pátria, por outra, são duas faces da mesma moeda. E aqui há uma lição inequívoca: quando tomamos consciência da própria gragilidade, torna-se imperativo apelar para a força. Ou ainda:quando um enfermo passa a aumentar de forma excessiva as doses do remédio, das duas uma, ou está perto da cura, ou caminha para o túmulo.

Pe. Alfredo J. Gonçalves, cs – Roma, 22 de julho de 201

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Rede de Juventude Indígena reúne lideranças em Brasília para fortalecer diálogo

Indígenas em manifestação em Brasília. Foto: Mídia Ninja

Indígenas em manifestação em Brasília. Foto: Mídia Ninja

A Rede de Juventude Indígena (REJUIND) reúne até quinta-feira (12), em Brasília (DF), lideranças indígenas e apoiadores das cinco regiões do Brasil e de países da América Latina para o encontro nacional dos colaboradores da rede.

O objetivo é fazer uma avaliação da trajetória de dez anos da entidade e pensar estratégias para o futuro. A atividade tem o apoio do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), a partir de um projeto voltado para o fortalecimento institucional da REJUIND.

O projeto, que recebeu doação do UNFPA, pretende fortalecer as capacidades da rede para articulação, comunicação e incidência de seus integrantes. O foco é dar continuidade à construção de espaços de diálogo e ampliar a participação de mais jovens indígenas para compor uma rede nacional.

Com isso, será possível gerar propostas consensuais que reflitam as necessidades e desafios das diversas realidades, permitindo o pleno exercícios dos direitos individuais e coletivos.

O evento marca um período de transição do movimento da juventude indígena no país, com a presença de pessoas que marcaram toda a trajetória da REJUIND desde sua fundação, em 2009. Tsitsina Xavante, do Mato Grosso do Sul, é uma das precursoras do movimento, e afirma que o encontro é uma oportunidade de reconhecer os potenciais e trocar experiências.

“Para saber onde estamos e para onde pretendemos ir, é importante entender quem fomos. Esse instrumento institucional pode dar visibilidade para a juventude e combater os desafios que são impostos socialmente e estruturalmente”, afirma Tsitsina, que também é membro do Conselho Consultivo do UNFPA no Brasil.

Fortalecer as atuações das juventudes indígenas nos espaços de tomada de decisões é fundamental para manter vivas a memória cultural e a história dos povos, de acordo com o UNFPA. Outros apoiadores da iniciativa são o Instituto Sócio Ambiental (ISA), o Instituto Sociedade População Natureza (ISPN) e a Comissão Nacional de Juventude Indígena.

 

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MENSAGEM PARA O DOMINGO DO MAR – 08/07/2008

Barco-a-Vela

Celebrando o domingo do mar, somos chamados a recordar os quase 1.200.000 (Um milhão e duzentos mil) marinheiros de várias nacionalidades, que professam uma fé diferente, obrigados a viver num espaço restrito de um navio, separados de seus familiares e de seus amigos, sem poder participar de eventos familiares mais importantes e significativos (Aniversários, formaturas…) e nem de estar presentes nos momentos mais difíceis de suas vidas (doenças, morte…) momentos em que os colocam em duras provas existenciais.

            Com sua profissão, os marinheiros desenvolvem um papel significativo em nossa economia global transportando de um lado ao outro do planeta, 90% dos bens e produtos que utilizamos em nossa vida cotidiana. Por isso, hoje, enquanto rezamos por estas pessoas, onde quer que estejam, queremos expressar nossa gratidão pelo difícil trabalho e cheio de sacrifício que realizam no mundo do mar.

            Alguns obstáculos que as pessoas do mar enfrentam são os seguintes:

NEGAÇÃO DA LICENÇA PARA DESEMBARCAR E DE VISITAR O NAVIO

 

            Com a mecanização e a automação tecnológica, o tempo de atraque do navio no porto se reduziu ao mínimo, por isso a tripulação não tem tempo suficiente para descansar e refazer suas forças. Apesar da existência do Código Internacional para a proteção dos navios e das Instalações Portuárias (ISPS) tenha melhorado a segurança no mar, ao mesmo tempo revelou-se de modo particular as dificuldades para os marinheiros. Em vários Portos, é cada vez mais difícil às tripulações obter a licença para desembarcar em terra firme, por causa da política empresarial e das normas restritivas e discriminatórias impostas pelos governos. A esta situação se acrescenta a negação da licença de entrar nos portos e de visitar os navios aos nossos Capelães e voluntários do Apostolado do Mar para oferecer os serviços espirituais e o apoio material importante e necessário aos marinheiros que chegam nos portos depois de semanas e até meses de viagem.

            Condenamos estes fatos que são contraditórios ao espirito da lei 4.4 da Convenção sobre o trabalho marítimo (MLC) que entrou em vigor no dia 20 de agosto de 2013, com a intenção de melhorar as condições para o bem-estar dos marinheiros. As tripulações não poderiam ser impedidas de sua liberdade para desembarcar dos navios, assim como aos capelães e voluntários não se deveriam negar o direito de poder visitar os navios para prestar seus serviços.

VIOLÊNCIA EM ALTO MAR E A PIRATARIA.

             Mesmo que a realidade tenha melhorado em relação aos anos anteriores queremos convidar a cada um e a todos para que estejam atentos e denunciem à violência no mar, que geralmente está marcada pela pirataria. A principal causa da pirataria está sempre unida à instabilidade política e ao mesmo tempo à indústria da pesca. A pesca ilegal, não declarada e não regulamentada (IUU) privou a muitos Estados Litorâneos os recursos marítimos e naturais, criando uma situação de extrema pobreza no País, facilitando e possibilitando aos indivíduos e grupos sem escrúpulos e sem ética transformar os pescadores desesperados e sem trabalho em piratas violentos e exploradores.

            Pedimos aos governos e aos proprietários dos navios que coloquem em prática todos os mecanismos necessários para proteger a vida das pessoas no mar e reduzir ao máximo os custos econômicos dos mesmos.

            O abandono de navios com suas tripulações não é um problema novo para a indústria marítima. Segundo um artigo da imprensa, entre os anos de 2012 a 2017 mais de 1.300 marinheiros foram abandonados por diversas razões e causas em portos estrangeiros e em alto mar, longe de suas casas e de seus familiares, muitas vezes sem reserva de alimentos e de combustível para os navios. Uma vez abandonados, os marinheiros se encontram totalmente desamparados, sem alimentação, sem salário e devem se preocupar com sua situação legal e com todas as consequências que disso decorrem, a não ser que sejam auxiliados por uma Organização Humanitária.

            Queremos expressar nossa gratidão sincera a todos os capelães e voluntários dos Centros STELLA MARIS que dos portos de Malta a África do Sul, Do Reino Unido aos Estados Unidos, durante meses, proporcionaram ajuda material, espiritual, legal e psicológica a diferentes tripulações de navios abandonados e de modo especial aos marinheiros e seus familiares quando estavam abandonados.

IMPACTO AMBIENTAL NOS OCEÂNOS E MARES.

            Na Encíclica “Laudato Si” o Papa Francisco afirma: “É urgente e necessário o desenvolvimento de políticas para que os próximos anos a emissão de dióxido de carbono e de outros gases altamente contaminantes seja reduzida drasticamente, por exemplo, substituindo a utilização de combustíveis fósseis e desenvolvendo fontes de energia renovável” (N.26).

            Como qualquer tipo de transporte que utiliza combustíveis fósseis, os navios produzem emissões de dióxido de carbono que contribuem de maneira significativa as mudanças climáticas globais e a acidificação dos oceanos. Além do dióxido de carbono estes navios emitem uma certa quantidade de contaminantes os quais só aumentam o problema.

            Apoiamos os esforços realizados pela Organização Marítima Internacional (OMI) para prevenir e reduzir de forma drástica e significativa a contaminação plástica dos mares e do setor marítimo e toda a luta para diminuir as emissões dos gases de efeito tóxicos nas diferentes épocas produzidas pelos navios e implementar outras normas obrigatórias para o uso de combustíveis limpos no transporte marítimo.

            Por fim, invocamos a NOSSA SENHORA ESTRELA DO MAR, para que proteja com seu manto maternal a todas as pessoas do mar e as guie durante os perigos a um porto seguro.

Cardeal Peter A. Turkson

Presidente do Dicastério do Desenvolvimento Humano Integral

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17 a 24 de Junho 33ª Semana do Migrante em São Paulo


Brasil celebra o Dia do Migrante. Também celebramos o dia do Refugiado hoje  20 de junho para um momento de oração, no qual estamos trazendo diante de Deus nossas dores, esperanças e alegrias. Queremos agradecer às comunidades, agentes de pastoral, casas de acolhidas, que atuam com Migrantes, Imigrantes e Refugiados – A  Igreja de acolhida para quem passa ou chega; é uma Igreja que envia e abençoa os que saem. Todos somos filhos e filhas de Deus, com direito de ir e vir e com direito de ficar
.

A vida é feita de encontros – encontro entre os diferentes. Pessoas de outras culturas, povos, religiões. O Deus da Vida nos acolhe em nossa caminhada. Somos acolhidos por ele e não temos medo de acolher !.

A Semana do Migrante teve inicio em 1986. Neste ano esta sendo realizada em parcerias com Caritas Brasileira  Missão Paz,Imdh, Csem e Centro Zanmi, esta semana  vem em sintonia com a campanha lançada pelo Papa Francisco “ Compartilhe a Viagem , que convoca a igreja a caminhar e a responder aos desafios quanto a acolhida de migrantes e refugiados .

 

A semana teve inicio no dia 17 de Junho com diferentes atividades no Brasil como programas de radio,  missas , seminários. Na cidade de São Paulo no Programa Latinoamerica no Ar da Radio 9 de Julho  foi entrevistada Veridiana Franca da Secretaria do Serviço Pastoral do Migrante , na terça feira no Programa Construindo Cidadania foi entrevistado Miguel Ahumada para falar sobre o significado da Semana do Migrante, outra atividade que marcou presença o Serviço Pastoral do Migrante e Missão Paz foi no lançamento do Relatório Global das Migrações e Refugio da Onu.

Hoje dia 20 a presença no Programa Bem-Vindo Romeiro da Tv Aparecida Padre Antenor Dalla Vecchia da Missão Paz e Roverbal Freire Serviço Pastoral do Migrante

Roteiro de atividades na Cidade de São Paulo :

22 de Junho-5 Dialogos do Cem : Tema Migraçao e Acolhida – a vida feitas de encontro. Rua Glicerio 225 Missão Paz. Horario 14 hrs

Palestrantes : Prof.Dr. Fernando Altemeyer –Puc-Sp. Dr. Renato de Lima Costa .Pr.Batista

24 de Junho:  11h30 Missa dos Migrantes e celebra 23 anos Paróquia Latina que será celebrado com Dom Egito. Rua Glicerio 225

Missa do Migrante e Refugiados  Catedral da Sé. Com Cardeal Arcebispo de São Paulo  Dom Odilo-  SPM,Missão Paz e Càritas Arquidiocesana

Missa do Migrante 10 hrs. Paróquia São João Batista– Brás Avenida Celso Garcia altura do numero 100 Brás

Missa do Migrante Paroquia Santa Cruz de Itaberaba Freguesia do O. Av. Itaberaba 2093.

Dia 30 de Junho a celebração eucarististica na Basilica de Nossa Senhora Aparecida em Aparecida 18hrs. Celebrante Dom Adilson Busin bispo auxiliar de Porto Alegre .

Miguel Ahumada

http://www.miguelImigrante.blogspot.com

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