Divulgado o tema do 52º Dia Mundial das Comunicações Sociais

Resultado de imagem para 52º Dia Mundial das Comunicações Sociais
“A verdade vos tornará livres” (Jo 8, 32). Notícias falsas e jornalismo de paz, será o tema do 52º Dia Mundial das Comunicações Sociais, celebrado em 2018.
O tema escolhido pelo Santo Padre e divulgado esta sexta-feira, 29, faz referência às “notícias falsas” ou “fake news”, ou seja, as informações infundadas que contribuem para gerar e alimentar uma forte polarização das opiniões.
Trata-se de uma distorção muitas vezes instrumental dos fatos, com possíveis repercussões sobre comportamentos individuais ou coletivos.
No contexto em que as empresas de referência das redes sociais e o mundo das instituições e da política iniciaram a combater este fenômeno, também a Igreja quer oferecer uma contribuição, propondo uma reflexão sobre as causas, as lógicas e as consequências da desinformação na mídia e auxiliando na promoção de um jornalismo profissional, que busca sempre a verdade, e por isto um jornalismo de paz, que promova a compreensão entre as pessoas.
O Dia Mundial das Comunicações Sociais – único dia mundial estabelecido pelo Concílio Vaticano II (“Inter Mirifica”, 1963) – é celebrado em muitos países, por recomendação dos bispos, no Domingo sucessivo à Solenidade de Pentecostes (em 2018, será em 13 de maio).
O texto da Mensagem do Santo Padre para o Dia Mundial das Comunicações Sociais é tradicionalmente no dia em que a Igreja recorda a memória de São Francisco de Sales, padroeiro dos jornalistas (24 de janeiro).
Radio Vaticano
Anúncios
Publicado em Uncategorized | Publicar um comentário

Acolher, proteger, promover e integrar os migrantes

“Eu era forasteiro, e me recebestes em casa” (Mt 25,35)
Prezados irmãos da Igreja de Deus que se faz presente na Diocese de Jundiaí:
A história dos povos mostra que sempre houve diversos ciclos de migrações para outras regiões no país ou para terras estrangeiras. Este fenômeno das migrações é muito presente na história do Brasil, seja durante a sua descoberta e o período de colonização, seja durante os tempos posteriores. Ao longo dos séculos, vários povos ocuparam o nosso país, a maioria formada por europeus. No entanto, podemos dizer que o Brasil vive um novo momento, pois ao longo dos últimos anos, houve um movimento crescente de grupos estrangeiros no Brasil, principalmente vindos de países ou regiões marcados pela pobreza, por grandes conflitos, perseguições ou desastres naturais. Nos últimos anos, um grande número de haitianos veio para o Brasil, através da Amazônia, em busca de emprego e melhores condições de vida.
Por exemplo, no cenário internacional, o número de migrantes internacionais alcançou a marca de 244 milhões em 2015 – um aumento de 41% em relação ao ano de 2000. Em nosso país, o número de migrantes registrados pela Polícia Federal (PF) aumentou 160% em dez anos. Por exemplo, no ano de 2016, foram mais de 42.000 migrantes haitianos registrados pela PF, além daqueles que entraram no país de forma ilegal. É a nacionalidade que mais se destaca pelo crescimento nos últimos cinco anos.
Porém, o problema surge quando esses migrantes não encontram no Brasil a vida com que sonhavam. Instalações de moradia inadequadas, com a falta de saneamento básico e locais trabalhistas insalubres com cargas horárias excedentes são a realidade de muitos estrangeiros que procuram o Brasil por melhores condições sociais. Como se não bastasse, a migração, não raro, ilegal, como também a dinâmica capitalista de várias empresas que visam apenas a seus lucros, não respeitam os direitos trabalhistas desses profissionais, considerando-os mão de obra barata. Além disto, infelizmente, vêm aumentando em nosso país os casos de preconceito e de xenofobia (desprezo por pessoas estrangeiras) em relação às populações advindas de países subdesenvolvidos, considerando-as como portadoras de doenças ou como pessoas que vêm “roubar” vagas de empregos e que “ameaçam” a identidade cultural do nosso país.
Várias partes da Bíblia Sagrada tratam da questão dos migrantes. No Antigo Testamento, a história da salvação do povo eleito inicia-se com a vocação de Abraão, chamado por Deus a sair de sua terra para ir para uma terra que o Senhor iria lhe mostrar (cf. Gn 12,1). O Senhor pede ao povo para respeitar o estrangeiro: “O estrangeiro que mora convosco seja para vós como o nativo. Ama-o como a ti mesmo, pois vós também fostes estrangeiros na terra do Egito” (Lv 19,34). Ou ainda: “Portanto, amai o estrangeiro” (Dt 10,19), pois o Senhor castiga quem “mata a viúva e o estrangeiro, massacra os órfãos” (cf. Sl 94[93],6).
No Evangelho se narra como José e Maria fogem para a terra do Egito com Jesus ainda bebê para escapar do terror de Herodes (cf. Mt 2,13ss.). Jesus e seus discípulos viajam para muitas aldeias e cidades diferentes durante os três anos de ministério, pois Jesus “não tinha lugar onde repousar sua cabeça” (cf. Mt 8,20). Na sua pregação, Jesus se identifica com o “forasteiro”, o migrante, sem casa e sem dignidade reconhecida, que deve ser acolhido com carinho e amor (cf. Mt 25,35.40). Portanto, a essência do Evangelho quebra todas as barreiras do preconceito social, racial, religioso e cultural, “pois todos nós somos um só, em Cristo Jesus” (cf. Gl 3,28). São Paulo admoesta: “Acolhei-vos uns aos outros, como Cristo vos acolheu, para a glória de Deus” (Rm 15,7).
O Papa Francisco, repetidas vezes, durante o seu pontificado, tem mostrado sua especial preocupação pela triste situação de tantos migrantes e refugiados. Sem dúvida, foi um gesto profético sua visita a Lampedusa, na Sicilia, Itália (08/07/2013), onde chegam tantos migrantes fugindo dos países africanos, sobreviventes da travessia arriscada do mar Mediterrâneo.
No dia 15 de agosto deste ano, o Papa Francisco lançou uma Mensagem para o Dia Mundial do Migrante e do Refugiado, a ser comemorada no dia 14 de janeiro de 2018. Nesta Mensagem, o Papa resume em quatro verbos a nossa ação caritativa em relação aos migrantes: (1) Acolher: assegurando a segurança pessoal e o acesso aos serviços básicos; (2) Proteger: promovendo uma ampla série de ações em defesa dos direitos e da sua dignidade; (3) Promover: respeitando a cultura, a diversidade e a religião dos migrantes; (4) Integrar: possibilitando a inserção dos migrantes na nova sociedade. Deste modo, “cada forasteiro que bate à nossa porta é ocasião de encontro com Jesus Cristo, que Se identifica com o forasteiro acolhido ou rejeitado de cada época (cf. Mt 25, 35.43)”, afirma o Papa.
Graças a Deus, em nossa Diocese já existem várias iniciativas voltadas para acolher e ajudar os migrantes e que são realizadas tanto pelos Padres da Congregação dos Missionários de São Carlos, que atuam na Paróquia Sagrado Coração de Jesus (Padres Carlistas), como também pelas Irmãs Missionárias de São Carlos Borromeo (Irmãs Carlistas ou Scalabrinianas), ambas localizadas no Bairro Colônia, em Jundiaí. Estas duas Congregações, fundadas pelo Beato Bispo João Batista Scalabrini (1939-1901), o “Pai dos Migrantes”, têm o seu carisma específico voltado para o mundo da mobilidade humana, atendendo aos dramas humanos dos refugiados e prófugos. Além do trabalho extraordinário feito pelos Padres Carlistas na referida Paróquia, as Irmãs Carlistas dirigem o CESPROM (Centro Scalabriniano de Promoção do Migrante).

A partir do ano de 2013, com a chegada dos haitianos no Brasil, Jundiaí vem recebendo muitos deles que aqui se instalam em busca de emprego e de um futuro melhor. No início, vinham apenas os homens, mas agora chegam famílias inteiras. O CESPROM oferece vários cursos aos migrantes com o objetivo de atendê-los em suas necessidades básicas, bem como capacitá-los para alguma profissão. Os haitianos moram em vários bairros da cidade de Jundiaí, como também em outras cidades da nossa Diocese.
Queridos irmãos diocesanos, eu lhes pergunto: por que não enfrentarmos juntos o desafio dos irmãos migrantes presentes em nossa Diocese, pensando numa ação mais articulada e planejada? Por que não realizar um levantamento do domicílio dos haitianos em nossas Paróquias, procurando sair de nós mesmos para ir ao encontro desses nossos irmãos? Neste sentido, a criação da Pastoral do Migrante torna-se uma urgência.
Termino com as palavras conclusivas da Mensagem do Papa Francisco: “A Mãe de Deus experimentou pessoalmente a dureza do exílio (cf. Mt 2,13-15), acompanhou amorosamente o caminho do Filho até ao Calvário e agora participa eternamente da sua glória. À sua materna intercessão confiamos as esperanças de todos os migrantes e refugiados do mundo e as aspirações das comunidades que os acolhem, para que todos, no cumprimento do supremo mandamento divino, aprendamos a amar o outro, o estrangeiro, como a nós mesmos”.
A todos abençoo, particularmente os migrantes e refugiados e todos aqueles que tentam aliviar as suas dores.
Dom Vicente Costa
Bispo Diocesano
Publicado em Uncategorized | Publicar um comentário

SPM – NA VIAGEM

cropped-22.jpg

Se queres a paz, lute pela justiça.

INTRODUÇÃO

Logotipo spmNo dia 27 de Setembro de 2017 com o lema: “Compartilhe a viagem” o Papa Francisco como Ação da Igreja Católica através da Caritas Mundial fez a abertura da mesma a todos homens e mulheres de boa vontade, Instituições, Organizações, Igrejas, Governos e Tradições Religiosas com o objetivo de promover a cultura do encontro e da partilha, motivar pessoas, grupos e comunidades a pensar suas práticas em relação aos migrantes e refugiados.

Uma das perguntas mais importantes que podemos nos fazer como indivíduos comunidades e países, nestes momentos de deslocamentos em massa de pessoas e de tanta incerteza é: “Eu permito que o medo prevaleça em meu coração, ou deixo que reine a esperança”?

1-CHAMADO DO CARDEAL TAGLE A TODOS HOMENS E MULHERES DE BOA VONTADE

Apresentação3

3-ALGUMAS ORIENTAÇÕES PARA O BOM ÊXITO DA CAMPANHA (Para o bom êxito da campanha podemos nos fazer algumas importantes perguntas, tendo consciência de que as respostas não são suficientes).

O que queremos com esta campanha?

  • -Promover a cultura do encontro que permita a toda sociedade dialogar sobre a realidade da migração.
  • Para falar sobre os direitos é preciso acolher, encontrar, reconhecer o outro e a outra como sujeitos, irmãs/irmãos.
  • Espaços para que os migrantes e refugiados possam compartilhar suas histórias e trajetórias.
  • A Caritas acredita que a cultura do encontro permite tocar a sensibilidade das pessoas: é preciso conhecer as realidades, as histórias, as alegrias e dores de quem está em situação de migração.
  • Escutar: de onde migram? Quais a realidades que motivam a migração? Por onde migraram/migram? Com quem se encontram ao longo da “viagem”?

Em relação à Incidência e Advocacy?

  • Incidência junto aos organismos internacionais, com destaque para o processo de elaboração de dois novos pactos globais da ONU (um sobre Migração e outro sobre Refúgio) que devem ser adotados na Assembleia Geral das Nações Unidas em setembro de 2018.
  • Consultas nacionais e regionais entre fevereiro e julho de 2018.
  • E no Brasil? Como vamos construir processos de incidência?

Em relação às possibilidades de ações nos Países?

  • Construir um plano de ação da Campanha Mundial em cada país (Caritas Nacional, regionais e entidades membro).
  • As atividades precisam ter como foco a promoção da cultura do encontro.
  • Como possibilitar que os migrantes e refugiados compartilhem suas histórias com nossas comunidades? O que nossa gente pensa sobre a migração?

4-DATA E MOMENTOS IMPORTANTES (Atenção para algumas datas importantes para a realização da campanha durante os três anos para sua realização):

  • Julho/setembro 2017: elaboração dos planos nacionais, produção dos materiais de comunicação. Será lançado um site mundial com informações específicas sobre a Campanha.
  • 27 de setembro/2017: Lançamento da Campanha com o convite/motivação do Papa Francisco.
  • A partir de fevereiro/2018: Negociações sobre os Pactos Globais da ONU.
  • Junho/2018: Semana Global sobre Migração e Refúgio.
  • Setembro/2018: Negociações para aprovação dos Pactos Globais na Assembleia da ONU.
  • Maio/2019: Assembleia Geral da Caritas Internationalis
  • Final de 2019: Encerramento da Campanha.

5-CRISE ÉTICA, SOCIAL E ECOLÓGICA, OPORTUNIDADE PARA UMA NOVA CONSCIÊNCIA

Com esta campanha “partilhando a viagem” queremos ao mesmo tempo denunciara as causas injustas da migração e do refúgio forçado, anunciar um mundo novo possível e celebrar a cultura da partilha e do encontro numa relação fraterna e solidária com o outro que é diferente e igual e por isso tão semelhante convivendo ao nosso  lado, conforme a afirmação do papa Francisco em sua encíclica “laudato si” em sua proposta no resgate e na construção de uma ecologia integral como novo paradigma: o cuidado corresponsável.  “tudo está relacionado e todos nós, seres humanos, caminhando juntos como irmãos e irmãs numa peregrinação maravilhosa, entrelaçados pelo amor que deus tem a cada uma de suas criaturas e que nos une também, com terna afeição, ao irmão sol, à irmã lua, ao irmão rio e à mãe terra” (n. 92)

Em outras palavra Leonardo Boff em seu livro “Casa Comum, a Espiritualidade e o Amor” também nos chama a atenção para o cuidado e a responsabilidade que todos  temos com a criação, e que hoje por causa da depredação e do consumismo se rebela com violência nos seus mais diferentes fenômenos climáticos causando morte, destruição e um êxodo forçado sem precedentes na história “A Mãe Terra não criou apenas os seres humanos, mas todos os seres da comunidade de vida que precisam de seus nutrientes, de água, de fibras e de solo férteis. Estamos todos interligados, formando uma vasta rede de conexões. São elas que nos mantém vivos dentro da única Casa Comum”

Para superarmos estas condições e esta situação causa da ganância e do egocentrismo humano continua nos alertando o documento Laudato Si “Como nunca antes na história, o destino comum nos conclama a buscar um novo começo… Isto requer uma nova mudança na mente e no coração. Requer um novo sentimento de interdependência global e de responsabilidade universal. Devemos desenvolver e aplicar com imaginação a visão de um modo de vida sustentável aos níveis local, nacional e global” Nesta direção os Povos originários e Indígenas são especialistas e nos ensinam como devemos viver numa convivência fraterna e com o necessário para todos através do sistema do “Bem Viver” um outro sistema urgente, necessário e possível.

Por outro lado e paralelamente a tudo isso que estamos vivendo e convivendo com preocupantes vazios éticos e desmandos políticos carregados de confusão e de interesses corporativos, diante de ideologias nacionalistas que defendem a soberania, a construção de muros, (Hoje se constitui um dos maiores negócios do capital) a segurança nacional… sem levar em conta em primeiro lugar a segurança das pessoas.

É urgente acabar e romper, com todo tipo de visão e mentalidade belicosa que tanto destrói e mata. A guerra não tem nada de bom e nada contribui para a vida. Na guerra todos perdem. A construção de armas é um absurdo humano sem nenhum sentido existencial, porque nascemos para a vida e fomos criados para a paz.

É urgente acabar com todo tipo de ganância e de concentração de riquezas e de terras, na ilusão de encontrar a realização no acúmulo de coisas. Esta concentração cada vez maior como políticas de governos, corporações, autoridades nacionais e internacionais sem escrúpulos e sem ética está causando todo tipo de violência, morte e destruição do planeta, dos povos e da sociedade. Eles não têm mais autoridade moral para exigir coerência e obediência de ninguém por isso a campanha quer revelar as causas profundas e injustas de um sistema que é: “…insuportável que exclui, degrada e mata” conforme afirmou o Papa Francisco em seu II Encontro com os Movimentos Sociais na Bolívia, e propõe, uma sociedade que acolhe cuida e ama ao próximo. Temos a convicção e acreditamos nas palavras de Paulo VI “A justiça é o novo nome da paz”. Por isso a importância e a urgência desta campanha na construção de uma cultura do encontro e da partilha entre todos os semelhantes da família humana

Estamos vivendo uma crise societária em três dimensões: ética, social e ecológica como consequência do Sistema Capitalista injusto, contraditório e perverso que se revela violento no que há de mais sagrado: A criação e as pessoas, ou seja: Na concentração de capital e riquezas e na exclusão dos que produzem e constroem a humanidade, os trabalhadores e trabalhadoras, do campo e da cidade.

Neste contexto não se trata de uma crise humanitária como a mídia divulga e anuncia aos quatro ventos, porque a verdadeira crise causadora da migração e do refúgio forçados, excluindo e descartando milhões de seres humanos de seus direitos, aumentando cada dia mais as vítimas do tráfico de pessoas nas suas mais diversas modalidades, na construção de leis migratórias excludentes e de políticas migratórias xenófobas e excludentes protegendo a livre circulação dos mercados e impedindo a liberdade sagrada das pessoas da possibilidade de ir e vir obrigando-as à servidão, escravidão e exploração insaciáveis  e causando todo tipo de destruição e de violência ao Planeta nossa casa comum e uma migração massiva e complexa sem precedentes na história.

Neste sentido sublinhamos e queremos denunciar com veemência que este mesmo sistema perverso de concentração e exclusão é o verdadeiro causador dos desequilíbrios climáticos e ecológicos no Planeta que por sua vez são a causa de expulsão forçada de milhões de seres humanos obrigados a fugir para salvar suas vidas e sobreviver em outros lugares, inclusive muitos destes nossos irmãos (as) acabam se encontrando sem Pátria e sem nacionalidade porque seus Territórios desapareceram ou foram usurpados. Atualmente existem milhões de Apátridas (Pessoas sem Pátria e sem Nacionalidade). Mais de cem mil crianças menores desacompanhadas, mais de 65 milhões de refugiados, mais de 250 milhões de migrantes fora de seus lugares de origem. Milhões de vítimas da droga e do tráfico de pessoas têm todo o direito de buscar segurança, paz e o mínimo necessários para viver com dignidade. Enquanto não formos capazes de reconhecer as causas verdadeiras da crise sistêmica e endêmica, sempre iremos buscar justificativas para a manutenção da mesma. Neste momento histórico infelizmente os migrantes e refugiados são o bode expiatória da crise. Viver de falsas ilusões não favorece a nada e a ninguém.

6-DESAFIOS E NOVOS HORIZONTES

Que esta crise seja uma “oportunidade para imaginar outros mundos”. Que possibilite reconstruir e reinventar novas relações de fraternidade e de partilha. Que nos possibilitem a rever e a reconstruir estruturas justas e solidarias para todas as pessoas e para todas as formas de vida no Planeta. De modo especial que desperte uma nova consciência ecológica e humanitária para salvar o planeta e para uma vida segura, feliz e com dignidade para todos.

O rosto mais perverso como consequência deste sistema injusto sem dúvidas é a migração forçada de milhões de refugiados e imigrantes que fazem da sua fuga o gesto de resistência e de denúncia mais forte e mais verdadeiro gritando ao mundo que a vida é mais forte que todo tipo de violência, ao mesmo tempo anunciam que a morte não é a última palavra. Sonhamos com um mundo novo possível, justo e solidário para todos e m que a nossa casa comum, o Planeta seja cuidado e no qual tenhamos as condições, recursos e meios necessários para uma vida digna.

O Papa Francisco desde seu primeiro gesto profético, solidário e fraterno de seu pontificado em Lampeduza – Itália chama, e conclama a todos com a seguinte pergunta: Onde está teu irmão? Quem chorou por eles? No início deste ano na abertura do VI Fórum Mundial de Justiça e Paz em Roma na Itália (Processo organizado pela Rede SIMN – Scalabrinianos em parceria com outras diferentes Organizações e Instituições) convida e desafia as Igrejas, Governos, Sociedade Civil Migrantes, Refugiados, Organismos, Instituições… para viver e aprender a conjugar na primeira pessoa do singular e na primeira pessoa do plural a prática os quatro verbos: acolher, proteger, promover e integrar.

Esta campanha quer contribuir para o fortalecimento de uma nova consciência pessoal, comunitária e social para com o cuidado integral ema todas as expressões de vida no planeta onde todos os seres vivos tenham garantido o necessário para viver com dignidade, para que caminhemos com a certeza de que a utopia da cidadania universal é possível e de moldo especial para que possamos entender ver e, sobretudo sentir que o migrante e o refugiado é o lugar teológico por excelência onde Deus se revela.

Agradecemos a todas as pessoas e Instituições comprometidas nesta causa e acreditamos que este pequeno, mas significativo trabalho coletivo é o caminho seguro para grandes mudanças na certeza de que somente juntos podemos solucionar grandes problemas e participando, podemos fortalecer a democracia tão violentada, pisada e ultrajada em nossos dias no mundo e em nosso País.

Que esta nossa campanha envolva a todos e todos nos comprometamos para construir um mundo novo possível, urgente e necessário e que possamos colher frutos de justiça, paz, solidariedade e fraternidade.

“Não me importa chegar tarde, o que me incomoda é chegar sozinho” (Martim Fierro)

Roberto Saraiva, Patrícia Rivarola, Pe. Mário Geremia CS

Colegiada/SPM

 

Publicado em Uncategorized | Publicar um comentário

Cáritas Brasileira lança no Cristo Redentor Campanha Mundial sobre imigração e refúgio

A partir da aprovação na Assembleia Geral de 2015, a Cáritas Internacional passou a realizar uma campanha de mobilização mundial a cada quatro anos. Após a escuta de toda a rede mundial da Cáritas, e um olhar dirigido às principais feridas da humanidade hoje, desta vez a temática escolhida foi a questão dos imigrantes e refugiados.
O lançamento da campanha global Compartilhe a Viagem vai acontecer na quarta-feira, 27 de Setembro de 2017.
Durante os dois anos desta campanha (2017-2019) toda a Rede Cáritas é chamada a responder ao apelo do Papa Francisco abraçando a “cultura do encontro” e fazendo uma proposta positiva diante da realidade atual na vida de imigrantes e refugiados.
Neste sentido, a Cáritas assume de forma ainda mais comprometida a sua identidade como uma família mundial, que encoraja as pessoas a refletir, aproximando imigrantes, refugiados e comunidades com o objetivo de mudar corações e mentalidades.
Este guia de ação da campanha ajudará todas as organizações membro da Cáritas a implementar as suas campanhas a nível local. É uma ferramenta que deve ser usada para promover a solidariedade global com imigrantes e refugiados. Só com a mobilização efetiva e corajosa de toda a Rede Cáritas, a campanha de fato terá um impacto positivo.
 Caritas
Publicado em Uncategorized | Publicar um comentário

Chile : Encontro das Comissões Episcopais de Migrações na América do Sul

 

Representantes das Conferências Episcopais de dez países da América do Sul – Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Perú, Uruguai e Venezuela – com a presença do CELAM e da Seção Migrantes e Refugiados do Dicastério para o Desenvolvimento Humano Integral, realizaram uma reunião em Santiago do Chile nos dias 12 e 13 de setembro, coordenada pela Conferência Episcopal da argentina.
Migrantes e refugiados: a realidade sul-americana
O encontro analisou a atual realidade sul-americana no que tange às migraçãos e refugiados, assim como buscou identificar os desafios e as ações da Igreja Católica em relação à mobilidade urbana na região, que está inserida em um contexto global cada vez mais complexo.
Ação integrada
Durante o encontro foram apresentadas situações pontuais de cada país envolvendo a migração, o tráfico de pessoas, além da legislação em relação à migrações e pedidos de asilo.
As análises permitiram ter uma visão ampla da América do Sul, onde países de trânsito, origem, destino e retorno – incluídos aqueles que possuem uma ou mais destas características – se transformam em peças de um todo, motivo pelo qual  a busca de soluções e a intervenção da Igreja deve ser coordenada e sinérgica.
A contribuição da Igreja para os Pactos de Migração e Refugiados
Os dois dias também foram ocasião para aprofundar outros temas, como os esforços que a Igreja vem realizando em relação aos Pactos Mundiais de Migração e Refugiados de 2018.
O Dicastério para o Desenvolvimento Humano Integral, responsável pela apresentação do tema, indicou os 20 pontos já aprovados pelo Papa Francisco, e que se deseja sejam incluído nos Pactos (um para migração e outro para refugiados).
O período de negociação que finaliza em 2018 envolve cerca de 193 países – e onde a sociedade civil desempenha um papel importante – e abre uma oportunidade para a Igreja, que quer ser protagonista de um marco histórico.
Crise migratória venezuelana
Por último, foi dedicado um tempo especial ao estudo da atual crise migratória venezuelana, assim como as futuras linhas de trabalho da Igreja sul-americana.
O encontro foi considerado muito positivo, abrindo um camino de intensos trabalhos para os próximos meses, cujo horizonte é fazer da acolhida, da proteção, da promoção e da integração – os quatro verbos com os quais o Papa Francisco pensa a mobilidade humana – as bases de uma consciência global que já não permite ambiguidades.
Radio Vaticano
Publicado em Uncategorized | Publicar um comentário

Fórum recebe 12 denúncias de corrupção em Sousa

Improbidade administrativa, desvio de recursos públicos, fraudes em licitação, dupla jornada de trabalho e não pagamento de hora extra foram as principais denúncias recebidas pelo Fórum Paraibano de Combate à Corrupção (Focco-PB), em Sousa.

A terceira etapa do projeto “Focco em Movimento” aconteceu na terça-feira (12), em Sousa, no Sertão paraibano, e recebeu 12 denúncias de moradores da cidade e de municípios da região. Moradores de Sousa e de mais 12 municípios circunvizinhos participaram da audiência pública, que lotou o auditório da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), no Centro da cidade.

Coordenado pelo procurador do Trabalho Cláudio Gadelha, o projeto também premiou estudantes que participaram do Concurso de Redação contra a Corrupção, realizado no último dia 2, em Sousa.

“Fizemos um levantamento em Sousa e região – principalmente no MPF – e detectamos que os maiores casos de investigação são de improbidade administrativa, fraudes em processos licitatórios, pagamento de propina, arranjos, formação de cartel. São todas práticas condenáveis e difíceis de serem detectadas, mas as pessoas compareceram e se interessaram em denunciar”, afirmou Gadelha, coordenador estadual do Focco-PB, acrescentando que todas as denúncias serão encaminhadas aos órgãos competentes para investigação.

Desvio – 
“Estima-se que a Paraíba perde R$ 1 bilhão, por ano, com a corrupção. Esse valor daria, por exemplo, para construir mil escolas públicas de alto padrão. É uma realidade que dói porque reflete na educação de qualidade, na falta de segurança e no caos na saúde pública devido ao flagelo da corrupção”, afirmou o procurador do Trabalho e coordenador do Focco, Cláudio Gadelha.

Concurso – Cento e um estudantes de escolas de Sousa e cidades da região participaram do Concurso de Redação com o tema “Corrupção: o que você tem a ver com isso”? Todos os participantes foram homenageados e receberam certificado e camisa, no final da audiência pública. Promovido pelo Focco-PB, o concurso teve o apoio do Ministério Público do Trabalho na Paraíba (MPT-PB) e da Faculdade Uninassau.

A estudante do ensino médio Nicolle Kelma Oliveira conquistou o 1º lugar. “Estou muito feliz e agradecida a Deus e a meus professores que me deram esta construção de conhecimento que pude expor e ter sido premiada desta forma”, ressaltou ela, após receber o seu notebook.

Maria Eduarda Milhomem foi a 2ª colocada. “Sempre temos dúvida se vamos conseguir ou não. Então, é uma sensação muito gratificante quando conseguimos. Nosso país sofre com a corrupção e eu pude aprender mais sobre isso, pesquisei e aprendi muitas coisas”, revelou Eduarda, que estava orgulhosa ao lado do pai (Eduardo Milhomem) e da professora Emanuella Pereira de Sousa Dantas.

E foi justamente a sua professora que ficou em 3º lugar. “Enquanto professoras ficamos muito felizes, participamos justamente para incentivar nossos alunos. Esse concurso vem para mostrar à sociedade que a corrupção é um problema social gravíssimo e que a gente precisa fazer algo para que esse problema seja amenizado”, disse Emanuella.

“Toda corrupção e todos os problemas que estão sendo expostos vieram do homem e, se a gente quiser, pode combatê-los. Pois, se eles vêm de nós, nós temos a cura para ceifar todos esses problemas”, ressaltou Nicolle Kelma Oliveira, 1ª colocada no Concurso de Redação do Focco-PB.

 MTP

Publicado em Uncategorized | Publicar um comentário

CAPUCHINHOS GAÚCHOS EMITEM NOTA SOBRE ATUAL REALIDADE BRASILEIRA

Resultado de imagem para CAPUCHINHOS GAÚCHOS EMITEM NOTA SOBRE ATUAL REALIDADE BRASILEIRA

Durante o 24º Capítulo Provnicial, os mais de 170  Capuchinhos emitem nota sobre a realidade política e econômica do Brasil, e reiteram compromisso  com a justiça, democracia, e denunciam o desmonte do Estado. Veja a nota na íntegra.

CARTA ABERTA DOS FREIS CAPUCHINHOS DO RIO GRANDE DO SUL

“PRATICAI O DIREITO E A JUSTIÇA” (Pv 21,3)

Nós, Freis Capuchinhos do Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Rondônia e Haiti, reunidos de 4 a 8 de setembro, em Garibaldi, para a Assembleia eletiva trienal, na semana da pátria, preocupados com a atual situação política, econômica e social brasileira, sensíveis ao clamor dos vulneráveis, consideramos:

1º O pesado fardo imposto aos vulneráveis, através de reformas que beneficiam os ricos e que fazem crescer o número dos pobres, clama aos céus.

2º Por detrás da corrupção revelada, diariamente, justificam-se medidas que impõem fome aos trabalhadores;

3º. Causa-nos apreensão o desmonte/privatização do Estado como cortina de fumaça para justificar o enriquecimento de minorias abastadas.

4º Povo Brasileiro é hora de somarmos forças com as organizações da sociedade civil, porque é delas que podemos esperar mudanças substanciosas que contemplem os anseios populares.

Ordem é o povo não passar fome. Progresso é o povo feliz!

Maior é o que serve. Perde a autoridade quem impõe pesados fardos ao povo, buscando privilégios à custa da fome e da necessidade do bom povo brasileiro.

Povo brasileiro, nossa dignidade será preservada se formos à rua de forma pacifica e organizada, para dizer “quem não vive para servir, não serve para viver”.

Que a Mãe Aparecida, padroeira do Brasil, ilumine o povo

Brasileiro, para que preserve nossos direitos de vida e dignidade.

Senhor, ouvi-nos e atendei-nos!

Frades Menores Capuchinhos do Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Rondônia e Haiti

 

Publicado em Uncategorized | Publicar um comentário