Tragédia de Boston contamina debate sobre lei de imigração

 

 21/04/2013

 

Os debates sobre a reforma na lei da imigração, nos EUA, não ficaram imunes à tragédia de Bos­ton. O fato de os suspeitos, os irmãos Tamerlan e Dzhokhar Tsarnaev, terem chegado ao país em 2002 como refugiados chechenos, vindos do Quirguistão, alimentou os argumentos de congressistas ultraconservadores contra o projeto de lei apre­sentado na semana passada por um grupo de oito senadores dos dois partidos. O embate ocorre dentro do próprio Senado ameri­cano e, mais especificamente, dentro da bancada republicana. “Como podemos nos assegu­rar de que pessoas que querem nos ameaçar não são elegíveis aos benefícios das leis de imigra­ção, até mesmo do novo projeto de lei que está diante de nós?” disse o senador republicano Charles Grassley, ao argumen­tar que há brechas no texto e no­vas questões a ser examinadas depois da tragédia de Boston. “Algumas pessoas estão suge­rindo que as circunstâncias des­sa tragédia terrível justificam o atraso ou toda paralisação do nosso esforço. De fato, a verdade está no oposto: a reforma da imi­gração vai fortalecer a nossa se­gurança nacional ao nos ajudar a identificar exatamente quem en­tra e sai do nosso país”, rebate­ram os senadores John McGain e Lindsey Graham, ambos tam­bém da oposição, em comunica­do conjunto. O projeto de 844 páginas tem como foco a criação de um siste­ma para regularizar a população de cerca de 11 milhões de imi­grantes ilegais no país, ao longo do tempo, e para fortalecer a se­gurança nas fronteiras. A discus­são sobre o acesso de asilados e refugiados aos EUA tende a com­prometer todo o conjunto, cuja aprovação é de especial interes­se eleitoral da oposição republi­cana. O texto acabaria com a atual exigência para as pessoas ameaçadas ou perseguidas por razões políticas, étnicas ou reli­giosas viverem um ano nos EUA antes de pedir o asilo ou refúgio. O grupo em favor da nova le­gislação está se mobilizando pa­ra evitar sua débâcle, em razão da tragédia de Boston. O projeto deverá ser votado pelo Comitê de Justiça do Senado, o primeiro passo da tramitação, até o final de maio. O senador republicano Marco Rúbio, possível candida­to à Casa Branca em 2016, alegou que o projeto fortalece os meca­nismos de controle de ingresso de imigrantes e, por isso, “vai for­talecer a segurança nacional”. O democrata Patrick Leahy, presi­dente do Comitê de Justiça, deu um argumento de ordem práti­co. “Se nós mudarmos as políti­cas do país cada vez que algo acontece, seja o ataque de Oklahoma City, de 11 de setembro de 2001 ou este (de Boston), nunca faremos algo”, afirmou Leahy.

O Estado de S. Paulo –

http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2013/4/21/tragedia-de-boston-contamina-debate-sobre-lei-de-imigracao

Sobre SPM - Serviço Pastoral dos Migrantes

O Serviço Pastoral dos Migrantes (SPM) é uma Pastoral Social, vinculada à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), fundada em 1985, que promove os direitos humanos, sociais, econômicos, políticos e culturais dos migrantes e imigrantes e comunidades de origem, trânsito e destino.
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