No Maranhão, agências são fachada para exportar operários para obras no Sudeste

Chico Otavio
Publicado: 6/05/12 – 9h21 – Atualizado: 6/05/12 – 12h02

COROATÁ (MA) – Se não havia como vencer a miséria, o motorista Júnior Rachid, de 34 anos, decidiu valer-se dela para sobreviver. Há um ano, comprou um ônibus Scania 112, de 1990, e passou a fazer parte do único negócio que prospera em Coroatá, cidade maranhense a 276 quilômetros de São Luís: o transporte clandestino de trabalhadores para as regiões Sudeste e Centro-Oeste do país, onde o corte da cana de açúcar e a construção civil os espera. A cada viagem, Rachid leva cerca de 50 pessoas, a maioria homens jovens, que apostam na estrada como a única chance de escapar da vida miserável e sem esperança no interior do Maranhão.

— Levo iludidos e trago arrependidos — diz o motorista. 

Ao contrário dos migrantes do passado, que fincavam raízes onde desembarcavam, os passageiros de Rachid cumprem jornadas de trabalho temporário e depois voltam. No Maranhão, a migração sazonal movimenta de 500 mil a 1 milhão de pessoas todo ano. Quem quiser conhecê-la, basta chegar cedo às rodoviárias de Coroatá e das cidades vizinhas de Codó e Timbiras, todas as sextas-feiras, e acompanhar as cenas de famílias humildes despedindo-se do filho que sobe no “ônibus de turismo”.

A região dos Cocais, onde fica Coroatá, entre os vales dos rios Itapecuru e Mearim, no centro do Maranhão, é uma espécie de enclave da mão de obra barata que abastece o país. Uma estrutura fundiária extremamente arcaica, caracterizada pela predominância da grande propriedade, pela agricultura de subsistência e pela produção de óleo de babaçu, processo artesanal que lembra o homem coletor da pré-história — somada à ausência de alternativas de trabalho urbano —, faz da população local presa fácil para a indústria do tráfico de pessoas. Muitos que embarcam mal sabem para onde estão indo:

 

— Estou esperando um companheiro. Se ele aparecer, vou para as bandas de lá. Não sei exatamente onde, mas sei que é São Paulo — comenta Edmilson Gomes, de 46 anos, enquanto aguarda o embarque em Codó.

Ao pegar a estrada, o ônibus de Edmilson passa em frente à Unidade de Ensino José Sarney, em Timbiras. Prédios como este servem muito mais para homenagear a família que, há quase cinco décadas, domina o Maranhão do que para oferecer às cidades dali condições de romper a estagnação econômica. De acordo com o Censo de 2010, do IBGE, 72,15% dos moradores de Codó, com dez anos ou mais, não têm instrução ou não completaram o ensino fundamental.

 

Para o professor Marcelo Sampaio Carneiro, do Centro de Ciências Humanas da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), a onipresença de Sarney nos Cocais vai além de um nome na porta de uma escola. As raízes da estagnação, sustenta Carneiro, teriam crescido nos anos 1960, quando José Sarney, então governador do estado, criou a Lei de Terras, a pretexto de modernizar o Maranhão, e introduziu na região os grandes latifúndios, financiados com recursos da Sudene, e os grileiros:

— Os proprietários usaram a terra para acessar os fartos incentivos fiscais, formaram pastagens de baixa qualidade e compraram gado apenas para justificar o uso desses recursos. Hoje, a pecuária nem sequer é expressiva na região. Não há nenhum argumento que justifique o monopólio da terra.

 

Sem outras alternativas, essas cidades tiraram da desesperança sua vocação econômica. Na década passada, gente como Beto do Codó, Antônio Grosso, Francinaldo e Suelen começaram a montar uma rede de agenciamento de mão de obra barata nos Cocais. Eles se apresentam como donos de agências de turismo, que estão por toda parte, mas normalmente os ônibus partem cheios e voltam vazios. Uma das agências, em Coroatá, chama-se Clandestur.

 

O destino do esquema inicial era São Paulo, com suas usinas produtoras de cana de açúcar, mas o crescente processo de mecanização dessa lavoura reduziu as “encomendas” e os obrigou a diversificar o negócio. Na semana passada, por exemplo, a agenciadora Suelen, uma paulista de Pradópolis que não forneceu o sobrenome, embarcou 40 trabalhadores para as obras do programa Minha Casa Minha Vida em Macaé, no norte fluminense. Ela disse que o contrato com o “encarregado da obras”, que identificou apenas como Luís, prevê o envio de um total de 300 homens.

 

Em Coroatá, segundo a Comissão Pastoral da Terra, mais da metade dos 60 mil moradores são favorecidos com algum tipo de benefício social, principalmente a aposentadoria rural e o programa Bolsa Família. Mas, para os jovens locais, a renda é insuficiente para dar conta de seus sonhos. O maior deles, diz o vereador petista Sebastião Araújo, o Ciba, é a compra de uma motocicleta, ambição de nove entre dez “passageiros” das agências de turismo dos Cocais.

 

— Eles chegam a trazer as motos de São Paulo no bagageiro do ônibus. Por isso, mesmo com todas as mazelas do emprego que os aguarda, eles sempre querem ir — diz Ciba.

Antônio Carlos Gomes Lobo, de 31 anos, é um deles. Analfabeto, casado, dois filhos, trabalha na roça de mandioca, arroz e milho no povoado Nogueira, área rural de Coroatá. Ele viajou duas vezes — em 2006, para Uberaba (MG), e em 2009, para Guaribas (SP). Só não voltou porque ainda não conseguiu os R$ 170 cobrados por uma passagem nos ônibus de turismo.

— Quando eu conseguia cortar 300 metros de cana por dia, chegava ao fim do mês ganhando R$ 1,2 mil. Aqui, não existe emprego que pague a mesma coisa —garante.

Francisco Gilson Gomes Guimarães, de 33 anos, também gostaria de voltar, mas não poderá mais. Em 2008, conseguiu comprar uma moto com o dinheiro que ganhou no corte de cana em São Paulo. Dois anos depois, acidentou-se em Coroatá. Uma perna ficou mais curta e ele perdeu qualquer esperança de renda.

 

Reportagem com vídeo: http://oglobo.globo.com/pais/a-miseria-dos-turistas-trabalhadores-4822697

 ‘Aqui, só tem coco para quebrar’, diz agenciador

Encomendas por mão de obra barata chegam por telefone

O forasteiro chega no momento em que Francinaldo de Oliveira dos Santos, de 31 anos, dono da Franatur Turismo, em Coroatá, está negociando com “seu Antônio”, pelo celular, o agenciamento de 25 trabalhadores. Mas ele, até ali, só havia conseguido três, “Edilson, Elton e Maciel”, como explica ao interessado. Embora negue que seja um “gato”, como é chamado o agenciador de mão de obra barata, Francinaldo depende dos pedidos que chegam pelo telefone para sobreviver no negócio.

De todos os agenciadores procurados na região, ele é o mais franco e disposto à conversa. Aos poucos, vai abrindo o jogo. “Seu Antônio”, o interlocutor ao celular, encomendara trabalhadores para a construção de um presídio em Capela do Alto, São Paulo. O forte da Franatur é a rota da cana de açúcar de São Paulo, que passa por Barretos, Sertãozinho, Dumont, Pradópolis, Colina e Guariba, mas a redução da demanda por mão de obra o obrigou a abrir novos horizontes. Na medida em que a conversa avança, ele não se importa em assumir o que faz:

— Aqui não tem trabalho. Só tem coco para quebrar a R$ 6 por dia — justifica.

 

Ex-boia-fria, ele viajou pela primeira vez para São Paulo aos 17 anos, onde conseguiu um trabalho em Dumont. Aos poucos, sua casa na cidade foi transformada em ponto de encontro de maranhenses e o estimulou a organizar um esquema regular de viagens. O negócio prosperou e, 13 anos depois, transformou Francinaldo em referência no ramo das agências de turismo da região. Além de passageiros, ele leva mercadorias e até recados no vaivém semanal, sempre às sextas, entre Coroatá e a rota da cana paulista.

Para o chefe do escritório regional do IBGE do Maranhão, Marcelo Melo, agências como a Franatur continuarão esvaziando as cidades do interior enquanto o estado não modernizar e diversificar a economia. Ele disse que essa alteração só valerá a pena, do ponto de vista social, se for capaz de absorver a força de trabalho local:

 

— Para isso, é preciso um esforço gigantesco na área educacional e de qualificação profissional para inclusão dos trabalhadores no processo.

Melo sustenta que o Maranhão não possui atualmente uma atividade, ou grupo de atividades econômicas absorvedoras de mão de obra. O agronegócio da soja, segundo ele, é intensivo em capital e as atividades ligadas ao extrativismo mineral de grande escala absorvem apenas trabalhadores com maior grau de qualificação. O meio urbano dos municípios, por sua vez, não consegue absorver os que retornam do trabalho temporário no Sudeste.

As delegacias policiais da região refletem o resultado deste processo. Cresceram as apreensões de crack e o número de mortes associadas a trabalhadores que estiveram fora temporariamente. Francinaldo disse que, numa viagem de retorno recente, trouxe de volta três maranhenses jurados de morte pela milícia paulista por envolvimento em furtos.

http://oglobo.globo.com/pais/aqui-so-tem-coco-para-quebrar-diz-agenciador-4822704

Na chegada, salários abaixo do combinado e moradias precárias
Trabalhadores que quiserem ir embora têm que pagar a passagem de volta

 

MACAÉ (RJ) – Os nordestinos que deixam seus estados em busca de emprego na construção civil em Macaé, no norte fluminense, logo perdem a ilusão que trouxeram junto com as malas. Há pouco mais de uma semana, um grupo de maranhenses de Timbiras, na região dos Cocais, partiu rumo à cidade ainda guardando consigo a expectativa de uma vida melhor. Vão se juntar ao exército de peões que ganham um salário médio de R$ 800.

Muitos dos oriundos da região mais pobre do Brasil relatam que vieram de seus estados com a promessa de receber uma determinada remuneração e, ao chegar à cidade para trabalhar em algumas empreiteiras contratadas para tocar obras do programa do governo federal Minha Casa Minha Vida, ficam sabendo que receberão menos do que o combinado anteriormente.

Segundo o encarregado de um dos canteiros, algumas empresas bancam a vinda de pessoas, principalmente dos estados do Nordeste. É cenário comum a chegada de um veículo com um grupo destes. Não é por coincidência que eles são maioria em qualquer canteiro de obras da região. Mas, se o trabalhador quiser voltar à terra natal, terá que pagar sua passagem de volta. Sem dinheiro, muitos aceitam a quebra de acordo.

— Chegam aqui e perdem a ilusão — diz o encarregado.

A ampla maioria de nordestinos nas obras se reflete também na composição dos alojamentos, residências de propriedade das empresas ou alugadas por elas, localizadas bem próximas aos canteiros onde são construídos os prédios que atenderão ao programa do Minha Casa Minha Vida.

 

Alojamentos apertados e insalubres

Convidado pelos próprios empregados revoltados com as condições de trabalho, O GLOBO entrou no alojamento dos funcionários da obra em Virgem Santa, um dos bairros pobres de Macaé. Em meio a corredores estreitos que separam um imóvel do outro, as portas levam a quartos pequenos, alguns de nove metros quadrados, onde dormem duas pessoas. Outros, pouco maiores, chegam a abrigar até seis trabalhadores. Mesmo sendo minoria, alguns não têm cama e dormem em um colchão sobre o chão.

Três torneiras são disputadas por mais de cem alojados para lavar roupas e escovar os dentes. Por medo de perder o emprego, eles preferem relatar as condições sem serem identificados.

— Olha nosso banheiro. O cheiro é ruim e fica cheio de papel no chão — disse um dos trabalhadores ao mostrar o cômodo, compartilhado entre todos os que moram do local.

A comida é outro motivo de lamúria: vem servida em quentinhas, e a falta de variedade no cardápio não agrada.

— Vem muito arroz por baixo e por cima só umas coisas para enganar — descreve um funcionário.

Embora existam avisos da empresa para manter o local limpo e três tonéis para recolhimento de lixo, há restos de quentinhas espalhados no chão próximo a eles.

 

O responsável pela obra, Ronaldo Vilella, afirma que as empresas SPL Engenharia e Direcional Engenharia, que executam a construção dos prédios, estão se mobilizando para melhorar as condições em que vivem seus funcionários:

— Sei que é difícil, a gente não é perfeito. Tem coisas em que a gente falha. Mas estamos sempre com esse objetivo (de melhorar).

 

Vilella diz que, por vezes, é difícil contar com a cooperação dos próprios trabalhadores para manter, por exemplo, a limpeza do local. Segundo ele, quatro pessoas limpam diariamente o alojamento. Sobre o tamanho dos quartos, o responsável pela obra diz que as empresas agem de acordo com as normas do Ministério do Trabalho. Com relação à comida, Vilella explicou que é a mesma servida ao pessoal do setor administrativo.

— A única diferença para ser servida em quentinha é porque não teria como acomodar centenas de funcionários.

Em Macaé, há outras obras do Minha Casa Minha Vida em andamento, como em Imburo, Barreto e Nova Holanda.

http://oglobo.globo.com/pais/na-chegada-salarios-abaixo-do-combinado-moradias-precarias-4822719

No Censo, a volta para casa dos nordestinos

No Ceará, estado com maior migração de retorno, 47% dos que chegaram eram pessoas retornando à terra natal, diz IBGE

Adriano Muniz (especial para O Globo)

Publicado: 6/05/12 – 9h33 – Atualizado: 6/05/12 – 11h37

 

FORTALEZA. Wilane Oliveira saiu do Ceará para a Irlanda em 2007 para estudar. Lá, conheceu um português e se casou. Depois do período de intercâmbio, conseguiu arranjar um bom emprego na mesma área, no setor hoteleiro:

 

— A Irlanda era um país produtivo, com muitas oportunidades.

 

Com a crise econômica europeia, no entanto, as coisas começaram a mudar, ao mesmo tempo em que as notícias do Brasil, e particularmente do Ceará, ficavam mais animadoras.

— Eu e meu marido ficamos desempregados. As coisas foram ficando difíceis e a gente acabou vendo todos os nossos sonhos desaparecerem. Enquanto isso, o Brasil se transformou, está crescendo, e ainda vem a Copa do Mundo — conta.

 

Como Wilane, muitos brasileiros tomaram o mesmo rumo de volta para casa. E o estado que mais recebeu nativos de volta é o Ceará, segundo o Censo 2010, divulgados há duas semanas pelo IBGE. A pesquisa mostra que 47% dos que migraram para o estado eram, na verdade, cearenses voltando. Foram mais de 57 mil pessoas entre 2005 e 2010.

Na volta, Wilane trouxe o marido e os dois filhos. Hoje, o casal tem uma empresa de quentinhas na periferia de Fortaleza:

— E ainda estamos perto da família, do aconchego do lar.

 

O sociólogo Elcio Batista, da Universidade Federal do Ceará, explica que vários fatores contribuem para que o cearense retorne para seu lugar de origem:

 

— A economia do estado vive um ciclo virtuoso. O Ceará apresenta a maior taxa de crescimento do Nordeste. Há investimentos públicos e privados em educação, universidades. Escolas técnicas estão sendo construídas. Na saúde, temos a construção dos hospitais regionais.

Para Batista, ao mesmo tempo em que é uma boa notícia, a imigração de retorno também traz preocupações.

— A primeira é o forte impacto na prestação de serviços públicos para essa nova demanda populacional — diz. — Tem de haver planejamento e investimento em políticas para esse grupo.

O também microempresário Marcos Aurélio Almeida, de Senador Pompeu, no sertão cearense, tem uma relação de amor e ódio com São Paulo. Foi três vezes à maior metrópole da América do Sul. Na primeira, em 1988, trabalhou como caixa de padaria. “Queria juntar dinheiro e voltar logo”. Em dois meses, não conseguiu fazer economia, mas foi embora do mesmo jeito.

— O clima de lá não me agradou e não gostei da minha moradia — explica.

 

Em 1991, retornou para a “terra da garoa”. Passou cinco anos, guardou algum dinheiro e voltou para Senador Pompeu. Mas a empresa que ele abriu não deu certo. Foi para São Paulo pela terceira vez. Passou 12 anos trabalhando como gerente de padaria. Já tinha levado a mulher e formado família. Mas, quando já estava acostumado com a “nova moradia”, viu-se forçado a voltar:

— Fui assaltado duas vezes seguidas. A violência lá (em SP) é grande demais.

 

O sociólogo Elcio Batista aponta justamente o fato de a violência ser ainda menor no estado, assim como o trânsito, é também um dos fatores a atrair de volta cearenses:

— O trânsito das cidades cearenses é ainda bem menos intenso do que nas grandes metrópoles. E a violência é menor. Se o objetivo era conseguir uma vida melhor fora daqui, esses fatores estão fazendo as pessoas acreditarem no contrário.

 

Marcos Aurélio foi um desses a acreditar e, hoje, é dono de uma das maiores pizzarias do sertão do Ceará. Tem dez funcionários. O negócio é um sucesso.

 

— Não sei como passei tanto tempo longe do meu Ceará. É meu lugar. Estou perto dos meus amigos e nunca mais quero sair — diz. — O próximo passo é abrir outro estabelecimento.

A família da socióloga Paula Tesser resolveu passar um período na França, em 1994. Eles voltaram. Ela ficou. Fez mestrado e começou o doutorado. Casou-se e, depois do nascimento da filha, repensou a moradia.

— Senti muita falta de me relacionar com a família. O ritmo de vida parisiense é muito intenso — afirma Paula.

Depois de se tornar doutora, resolveu voltar para Fortaleza.

— Vários colegas meus estavam desempregados na França. E, em Fortaleza, o cenário era propício para mim. Várias faculdades particulares surgiam e eram uma ótima oportunidade de trabalho.

Hoje, ela leciona e estuda para concursos.

— Temos um nível de vida melhor e com mais qualidade porque estamos perto da família — conta, dizendo que nas horas vagas se dedica à música. — Na França eu também cantava, e a efervescência cultural de Fortaleza contribui para que eu continue fazendo o que gosto.

http://oglobo.globo.com/pais/no-censo-volta-para-casa-dos-nordestinos-4822725

Reportagem com vídeo: http://oglobo.globo.com/pais/a-miseria-dos-turistas-trabalhadores-4822697

 

 

Sobre SPM - Serviço Pastoral dos Migrantes

O Serviço Pastoral dos Migrantes (SPM) é uma Pastoral Social, vinculada à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), fundada em 1985, que promove os direitos humanos, sociais, econômicos, políticos e culturais dos migrantes e imigrantes e comunidades de origem, trânsito e destino.
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